“Desde o princípio do meu ministério
como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé
para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado
entusiasmo do encontro com Cristo” (Papa Bento XVI,Carta Porta Fidei, 01).
Com estas palavras motivamos às
pessoas de boa vontade e de fé trilharem este ano que se iniciou na perspectiva
de aprofundar seu encontro pessoal com Cristo Jesus.
E, Cristo quer continuar a se
manifestar como o Enviado do Pai, aquele que se autodenomina “o Caminho, a
Verdade e a Vida” (cf. Jo 14,6).
Diz o Catecismo da Igreja Católica que
a oração nos facilita este encontro com Cristo – “A maravilha da oração se revela justamente aí, à beira dos poços aonde
vamos procurar nossa água; é aí que Cristo vem ao encontro de todo ser humano,
é o primeiro a nos procurar, e é Ele que pede de beber. Jesus tem sede, seu
pedido vem das profundezas do Deus que nos deseja. A oração, quer saibamos ou
não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede que nós
tenhamos sede dele” (CIC 2560).
Ao se deparar com estas afirmativas se
percebe uma riqueza enorme do que significa o Encontro com Cristo na vida do
ser humano. Pois o próprio Deus anseia por este encontro. E o retrato mais
significativo deste Deus que anseia o encontro com o ser humano está relatado
na passagem do Filho Pródigo (cf. Lc 15,11-32) onde o Pai (Deus) demonstra
tanto a sua ansiedade na expectativa do reencontro com seu filho perdido, bem
como a alegria deste encontro em que só poderia ser selado com uma grande festa
– sentimento da alegria exposto a todos que convivem com Ele.
O Deus expresso nesta passagem é um
Deus misericordioso e alegre.
Sabe-se que Deus é justo, mas Ele
anseia muito mais pela descoberta que os seus filhos e filhas fazem deste
“Encontro Profundo com Ele” do que julgar com severidade. Pois quando seus
filhos e filhas em Cristo descobrem o Deus de amor, de misericórdia; começam a
trilhar um caminho diferente do que vinham a viver e, assim suas ações serão
enriquecedoras no sentido de que a graça divina se manifesta mais do que as
falhas humanas.
Este Ano da Fé proposto pelo Papa é
para os que já se encontram neste Encontro com Cristo um chamado para renovar o entusiasmo a exemplo dos próprios discípulos. E aqui vale lembrar
a passagem dos Discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35). Estes dois estavam
desorientados e desmotivados a viver os Ensinamentos de Cristo; seus sentidos
não lhe indicavam esperança, o espírito estava abatido e sem luz ao ponto de se
sentirem na escuridão. Todavia o reencontro com o Mestre aos poucos lhes
aquecera o coração (espírito) – “Não nos
ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava
as Escrituras?” (Lc 24,32) E completou-se a manifestação do Cristo quando
ao sentarem à mesa para cear (cf. Lc 24,30). E tamanha fora a euforia causado
nos discípulos que voltaram imediatamente para relatar ao grupo dos seguidores
o que acontecera (cf. Lc 24,33-35).
Este
Cristo espera este encontro íntimo em que provoca uma reviravolta na vida de
cada pessoa. É evidente que para cada um ele tem uma forma toda especial de
falar ao coração. Por isso, a partir desta reflexão feita acima sugerimos que
você descubra numa das passagens em que as pessoas se encontraram com Cristo,
você possa se identificar e a partir dali seguir os passos daquele que é a
manifestação do Amor de Deus por excelência – Jesus Cristo.

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