A vida de qualquer pessoa é um ir em direção de...
Desde a fecundação está imposto esta condição a toda e qualquer pessoa.
“Ir em direção de...”
A criança no ventre da mãe se desenvolve num movimento que lhe é natural – preparar-se para sair e ir fora de onde está.
Este ir ao desconhecido, do que de alguma forma já reconhece ser algo externo a si mesmo e, que se torna realidade após nove meses.
E continua a ir...
Vai estar sempre em movimento!
Neste movimento natural de ir tem um lugar que mesmo que não tome consciência sempre, mas sabe que é para lá que está indo – a morte.
E indo nesta direção inevitável que está impregnada no seu ser, vai burlando ou vai traçando diversos caminhos onde faz experiências menores de “ir em direção de...”
Seria um aprendizado para o “ir em direção de...” do definitivo, do inegável, do fatal?!
O ir em direção de algo que lhe traga o prazer certamente lhe faz andar mais depressa... Já o ir em direção de algo que lhe tira a satisfação certamente lhe causa angústias, ansiedades contraditórias.
Alguns destes “ir em direção de” podem ser evitados ou talvez retardados.
Fato é que a vida é um “ir em direção de...”
Mesmo que a pessoa fique parada num determinado lugar, resolva dizer daqui eu não saio; porém, o seu ser biológico não para, pois foi feito nesta dinâmica de “ir em direção de...”
O que fazer então diante deste movimento irredutível?!
Seria então o de buscar dar sentido a este “ir em direção de...”
E se observar bem cada pessoa dá resposta a este “ir em direção de...” mesmo sem ter consciência do que está fazendo, mas está buscando algo que lhe dê sentido a todo este movimento.
Seria feliz aquela pessoa que chegasse ao “ir em direção de...”, àquele inevitável, o fatal, que soube preencher de significados todos os dias que lhe fora permitido viver?! Ou aquela pessoa que conseguiu esvaziar de significados todos os dias que vivera tendo presente diante de si a única certeza que não poderia revogar o “ir em direção de...” definitivo - a morte.
E neste esvaziar de significados encontra no que parece ser vazio o real que lhe dá significado a tudo que venha a viver?!

