“Eu
creio para compreender, e compreendo para melhor crer”. (Santo Agostinho)
Já
diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) que o crente deseja aprofundar as
razões de sua crença, conhecer para melhor crer (cf. CIC 157, 158). Na Carta
aos Efésios, São Paulo escreve: “Que ele ilumine os olhos dos vossos corações,
para saberdes qual é a esperança que o seu chamado encerra, qual é a riqueza da
glória da sua herança entre os santos e qual é a extraordinária grandeza do seu
poder para nós, os que cremos, conforme a ação do seu poder eficaz” (Ef
1,18-19).
Algumas
pessoas ficam em dúvida entre Fé e a Inteligência, isto é, se crer então quer
dizer que não posso aprofundar o conhecimento em Deus? Então é pecado querer
conhecer a Revelação?
Podemos
afirmar a partir da Sagrada Escritura (cf. Gl 3,23-29; Rm 6,14-15) e da
Tradição – “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando
da vontade movida por Deus através da graça” (Santo Tomás de Aquino) – ou seja,
a própria inteligência humana ao investigar a Palavra de Deus com intuito de
perceber a manifestação divina, com certeza chegará à graça de afirmar sua
crença n’Aquele que tudo é – “Assim dirás aos israelitas: EU SOU me enviou até
vós” (Ex 3,14).
Dentro
desta visão é proposto que o Ano da Fé seja um tempo em que não só as pessoas
participem da Liturgia, como Celebrações da Palavra, Santa Missa e outros
encontros de oração; contudo, também busquem grupos de estudo da Palavra de
Deus e do Catecismo.
Tem-se
que romper uma grande barreira. E, pode-se comparar com aquela questão que se
criou relacionada ao Dicionário. Usa-se erroneamente a expressão: “Dicionário é
o pai dos burros”. E, com isto cria uma idéia falsa. Pois na verdade o
estudioso é que busca o Dicionário para clarear os significados das palavras
para ter uma linguagem mais aprimorada e ao mesmo tempo ter o domínio da língua.
Assim, também há uma mentalidade de que por que já se freqüentou uma Catequese
de Iniciação Cristã já é o suficiente e, muitos cristãos acabam rasos na fé.
Seja
um cristão conhecedor das razões de sua fé (cf. 1Pe 3,15), se discipline a
leitura da Palavra de Deus e do Catecismo ou de algum escritor no âmbito religioso
que reflete e aprofunda os conhecimentos relacionados à fé.
Às
vezes se fica admirado por uma pessoa ter domínio num determinado assunto, se
afirma que ele é um especialista naquele assunto. O cristão é chamado a também
ter conhecimento sobre a fé que professa, mas para isto este mesmo cristão
precisa esforçar-se e deparar-se com espaços na sua vida cotidiana da leitura
dos textos sagrados e da doutrina da Igreja Católica.
Aproveite
este impulso que a Igreja promove.
Como
mesmo diz o Concílio Vaticano II, o Espírito Santo é que conduz a Igreja e cabe
aos membros estar sensíveis à voz do Espírito que fala aos homens e mulheres
abertos à ação divina.

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