quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estar sempre a reaprender

Sabe-se que o ser humano tem uma capacidade de estar sempre a reaprender no percurso de sua existência. O próprio processo evolutivo da espécie deixa registrado o quanto biologicamente é possível se adaptar em vários lugares do planeta, o quanto é possível se adaptar diante de extremidades e de diante de adversidades que possa passar. Existe certo processo seletivo no desenvolvimento da espécie. Todavia, não só no campo biológico, mas também noutras dimensões que compõe o ser humano.
Nos dias atuais parece que esta é uma das características mais essenciais para que este ser humano venha a adquirir um espaço e se desenvolva e assim se realize como pessoa humana.
Há certo movimento natural dentro da sociedade moderna de que haja este querer estar sempre reaprendendo. Por exemplo, décadas atrás uma pessoa dizia: “eu sempre fiz assim e deu certo”; hoje esta expressão não condiz mais. A expressão mais acertada seria: “estou aqui para aprender e vou me esforçar em procurar fazer o melhor”.
Contudo, com a sociedade é complexa este fenômeno fica mais presente nas cidades consideradas não de interior, onde há uma explosão de informações, há uma explosão de possibilidades de crescimento e desenvolvimento em todos os campos, desde em aprimorar em ganhar tempo em fazer uma limpeza até ao desenvolvimento de um projeto mais complexo que seja de engenharia quântica.
Já nas cidades menores, consideradas do interior, há uma dicotomia mais visível entre estar aberto ao novo e ao mesmo conseguir reaprender ou se adequar às exigências dos dias atuais. Está presente o saudosismo, o que querer voltar aos tempos antigos, como se fosse melhor.
Será que era melhor?
Basta lembrar algumas coisas da praticidade para ver se era melhor?!
A questão é que mexe com os valores, princípios e claro que num terreno onde há uma tradição mais presente os conflitos também ficam mais visíveis. Outra questão é porque o tempo cronológico das cidades maiores é diferente dos tempos cronológicos das cidades pequenas. Sem contar que os meios de repasse de informações e absolvição também são diferentes. Aliás, estes são alguns de diversos fatores que fazem haver uma distancia no “estar sempre a reaprender” daquele que mora na cidade do interior em relação àquele que mora na cidade “grande”.
Estes são fatores importantes de se observar para que os que são responsáveis nas instituições que estão presentes na sociedade saibam interagir e também estar abertos a reaprender. Nem sempre se consegue diante de que é uma às vezes despir-se para se revestir de uma roupa nem sempre agradável. A sensação seria como quando os europeus vieram para o Brasil. Cheios de roupa de cores pesadas e tecidos grossos. E, aos poucos perceberam que aqui seria melhor roupas mais leves e coloridas como a natureza.
Agora imagine o contrário, você era acostumado a usar roupas leves e coloridas e ter que vestir roupas pesadas e mórbidas.
Contudo, em tudo se pode aprender.
E, aqui esta a grandiosidade do ser humano.
De saber adequar-se e neste processo enriquecer-se como pessoa humana.
É claro que sempre precisa contrapor consigo mesmo se tais mudanças valem à pena e quais ganhos pessoais e sociais. Pois uma coisa é certa: “Todos nascem para crescer e se realizar como pessoa humana o mais possível em todas as dimensões.”
Vive-se hoje um borbulhar de idéias, de novidades, de mudanças e possibilidades.
O espaço está aí.
Basta querer estar sempre reaprendendo e não se deixar levar pela idéia de acomodação, de indiferentismo, da incapacitação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Escravidão

Palavra forte que remonta na memória humana períodos tênues da história da humanidade.
Mas se poderia dizer que o ser humano aprendeu com seus ancestrais ou estará sempre preso a vivê-la?!
Esta é uma das formas de Escravidão.

Quais outras, então?
Há a Escravidão que se pode viver no cotidiano quando o ser humano vende a sua Liberdade.
Entrega a Liberdade para se tornar escravo da matéria, numa modernidade consumista.
Entrega a Liberdade de expressar o que sente para expressar o que os outros querem que diga.
Entrega a Liberdade nas mãos de estranhos e quando se vê tornou-se escravo sem saída.

Escravidão, todavia mais intrigante acredita-se ser aquela em que no se relacionamento com o seu próprio Eu o ser humano torna-se escravo de si mesmo.
A sua interioridade está escrava de desejos que nem consegue ter ciência completa de como o leva a caminhar por caminhos inseguros, improdutivos e imaturos.

Escravidão que pode ser confundida no emaranhado de suas buscas de constituir sua personalidade sadia e madura.
Escravidão que o deixa cego na jornada da vida.
Nem sempre consegue ter clareza de seus atos, de seus desejos e de seu busca.
Pensa que está agindo na Liberdade, pensa estar sendo um ser humano sem ataduras, pensa ser um ser humano que tem o sentido real de si e de tudo que o circunda.

Quanta prepotência!

O ser humano nunca é livre por completo.
Sempre escravo está.
Seu maior desejo é usar da Liberdade.
Esta linha sempre haverá.
Ela é tênue entre a Liberdade e a Escravidão.

A grandeza está em ter ciência e humildade de que se algum momento ou situação se vê escravo, ali então precisa exercer o princípio da Liberdade.
Escravidão o força a decidir, a fazer escolhas.
Escravidão o faz perceber a felicidade.
Escravidão no caminho adverso o faz ser um grande ser humano.

Será que estou disposto a enxergar onde a Escravidão se faz presente dentro de mim?!

Será que quero continuar a me enganar dizendo que sou livre...