O Papa Bento XVI a partir desde dia 11
de outubro lança um projeto para toda a Igreja – O Ano da Fé. Deixa evidente na
sua Carta Porta Fidei a preocupação
de não deixar morrer o que o Espírito do Senhor já vem há muito tempo pedindo
dos batizados – Evangelizar com novo ardor e métodos – e, para isto os
batizados precisam também estar continuamente em processo de amadurecimento da
fé a partir da vivência na Comunidade Cristã, na oração e na partilha (At
2,42-47). Duas motivações e ao mesmo tempo baluartes importantes para os
seguidores de Jesus junto a sua Igreja – o Concílio Vaticano II e o Catecismo
da Igreja Católica.
Dentro do pensar de como agir de forma
mais digna de festejar as datas de aniversário destes dois grandes baluartes da
fé enquanto Igreja de Cristo Jesus, seria a de se debruçar no estudo e na interiorização dos mesmos na vida de cada fiel.
Para isto, se propõe que em grupos,
nos espaços das Comunidades Paroquiais, nas Pastorais, nos Movimentos se busque
aprofundar o conhecimento do sentido de se vivenciar o dom da Fé que leva a
pratica da Caridade Cristã. “A fé é
companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as
maravilhas que Deus realiza por nós” (Carta Porta Fidei, conclusão).
A própria CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil) já apresenta no site de suas publicações – www.edicoescnbb.org.br, pequenos
livretes de bolso que vem explanar numa linguagem acessível e ao mesmo tempo
reflexiva para todos os fiéis, independente de se ter um teólogo ao lado para
clarear dúvidas. Pois o Magistério tem a preocupação de facilitar o
entendimento dos Documentos do Concílio Vaticano II para que assim o Povo de
Deus seja maduro na fé e assim dê constante seu SIM ao Projeto de Deus. Da
mesma forma em relação ao Catecismo da Igreja Católica para os iniciantes ou
para uma maior compreensão existem pelas Editoras Católicas (Loyola, Vozes,
Paulinas, Paulus e Santuário) diversos materiais didáticos e de fácil acesso
para quem as pessoas possam aprofundar seus conhecimentos e assim viver um
intenso processo de amadurecimento da fé.
Todavia, o Papa Bento XVI motiva e
pede porque sabe da urgência de o cristão católico saber qual sua Identidade
Cristã diante de uma pluralidade de seitas e de idéias nem sempre condizentes
com o Evangelho de Jesus Cristo. Mas cada um de nós dentro de nossos grupos,
pastorais, movimentos somos chamados a nos mover e olhar para fora e se
perguntar o que podemos fazer?!
Não basta ficar apenas na análise de
que é preciso fazer algo.
Chegou a hora de se ter coragem de
sair do comodismo, da indiferença, daquelas falas: “sempre foi assim...”; “não
adianta fazer nada...”
Chegou o tempo da graça de se debruçar
e, ao mesmo tempo, que se olha para dentro de si e perguntar o que realmente
conheço da Doutrina da Fé que busco praticar, ter a determinação de embarcar
neste projeto apresentado pela Igreja de Cristo e se dispor a dar um passo a
mais no sentido de revitalizar o dom da Fé em vista de uma vivência mais entusiasta
por aquele que a nós é dado pela graça divina – o próprio Filho de Deus que é o
Salvador e Redentor da humanidade.
Busque se informar na Comunidade
Cristã, na Pastoral, Movimento ou grupo, na Paróquia, o que se vai fazer neste
Ano da Fé e, o que você como fiel está disposto junto a desenvolver para melhor
compreensão do que significa ser um Discípulo Missionário de Jesus Cristo.
“Já no termo da sua vida, o apóstolo
Paulo pede ao discípulo Timóteo que ‘procure a fé’(cf. 2Tm 2,22) com a mesma
constância de quando era novo (cf. 2Tm 3,15). Sintamos este convite dirigido a
cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. (...) Que ‘a Palavra
do Senhor avance e seja glorificada’ (2Ts 3,1)!

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