
A tão anunciada Festa já está no meio de nós – Deus conosco, o Deus-Menino.
Agora é tempo de alegrar-se com os anjos dos céus e cantar bem-aventurados os seres humanos de boa vontade que acolhem o espírito do Senhor que quer invadir e ser presença viva e de esperança.
Agora é tempo de estar com aquelas pessoas que fazem parte do mundo íntimo, como os familiares mais próximos, o amor da vida, os amigos confidentes, aqueles que trazem alegria, otimismo, humor, leveza.
Agora é tempo de tomar posse de tudo que ansiosamente esperava para este tempo de Natal. È tomar consciência que a graça é para ser vivida, interiorizada e deixar fazer seu curso natural de transforma o ser por inteiro.
Contudo, poderá se perguntar – Mas será?
É preciso acreditar! Ter fé!
Muitas vezes se tem dificuldade de tomar posse do que lhe é dado.
Imagine o quanto José e Maria olhando para aquele menino, sem traços diferentes dos demais seres humanos, tiveram que perceber além do visível, do palpável, da forma que fora concebido, que ali estava o Messias tão esperado, prometido há tanto tempo pelo Senhor Todo-poderoso.
Imagine o quanto José e Maria tiveram que pedir ao próprio Senhor para tomar posse desta realidade tão grandiosa. A responsabilidade de educar e defender a vida daquele menino que era o próprio Filho de Deus encarnado, o Emanuel.
Todavia, na fé eles assumiram e tomaram posse desta realidade, sem estardalhaço, sem grandes euforias. Assumiram e tomaram posse desta realidade, com serenidade e ao mesmo tempo com um profundo amor de comprometimento para com este que era lhe dado como filho.
Suas vidas não eram mais as mesmas e nunca mais seriam as mesmas.
Sabe-se que quando nasce uma criança no seio de uma família, tudo muda de rotina, tudo passa a ter a criança como eixo central.
Agora é preciso se conscientizar de que ainda hoje, o vivenciar o Nascimento deste Deus-menino, continua a mesma experiência de mudança, de amor comprometido, de esperança renovada na fé que Maria e José fizeram historicamente. Que os apóstolos, discípulos e discípulas fizeram quando acolhiam Jesus em suas vidas.
E Jesus quer continuar a provocar a mesma realidade nos corações dos seres humanos de hoje.
Contudo, não basta apenas o querer do Filho de Deus, se faz necessário o querer da pessoa humana, da humanidade de hoje.
E, assim se dá um clima de Natal.
Clima que nasce da abertura do coração humano para acolher o Deus-Menino que vem com a proposta do Deus-Pai de propor o acolhimento definitivo de todos os seres por intermédio deste seu Filho dado ao mundo na perspectiva de pertencer à Família Divina.
FELIZ NATAL!
DEUS ABENÇOE A TODOS!


