quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Carta Aberta aos fiéis da Paróquia Sant'Ana - Canelinha


Chegamos ao fim de mais um ano civil.
E, na Igreja já iniciamos mais um ano litúrgico com o Advento do Natal.
Neste espírito de encerramento de atividades em vista do período de férias que acontece para a maioria das pessoas, somos chamados a deixar uma pequena mensagem de fé e esperança.
1.    A Paróquia nestes dois últimos anos apresenta crescimento no campo da Evangelização e, podemos citar algumas metas alcançadas: Curso de Noivos realizado nestes dias atrás com uma Equipe formada por pessoas da Comunidade; Curso de Batismo nova modelagem; Implantação da Infância e Adolescência Missionária; Pastoral do Dízimo em praticamente todas as Comunidades; Reuniões diversas em todas as instâncias paroquiais no sentido de formação e organização; Novas pessoas envolvidas na Evangelização; Discipulado Jovem engajados; entre outros grupos/movimentos/pastorais já existentes.
2.    A Colaboração de pessoas, dos Comerciantes e Indústria nas promoções paroquiais, das Comunidades e dos Movimentos e Pastorais. Tanto em doações de prendas e patrocínios, bem como a participação nos eventos em si. São muitos colaboradores efetivos da Paróquia.
3.    A integração das lideranças entre as Comunidades Paroquiais começa a acontecer. Troca de informações e formação.
4.    A participação dos leigos nas Celebrações Dominicais. Aqui temos ajudar na compreensão que Domingo é o Dia do Senhor. Isto é, somos chamados a usar do domingo para nos encontrar na Casa de Deus para orar e fortalecer o Dom da Fé. Abastecer-nos do que Deus deixou de mais sagrado – sua Palavra e seu Corpo e Sangue.
5.    A Catequese de Adultos. Quantas pessoas receberam formação e os Sacramentos. Pessoas que estavam com sede e espaço de participar da vida da Igreja.
6.    A formação dos Conselhos de Pastoral das Comunidades e Paroquial. Continuar o trabalho de aprendizado e formação para um maior enriquecimento de todos.
7.    A integração da Paróquia no Sistema de Pastoral da Diocese. Estar em sintonia com a Arquidiocese para melhor encaminhamento dos processos de Batizados, Casamentos e outros serviços que a Igreja presta junto aos seus fiéis.
8.    A integração Administrativa aos poucos acontecesse. Hoje já se tem uma maior clareza e transparência da Manutenção dos bens da Igreja – Prestação de Contas Mensal. E, a internet – www.paroquiacanelinha.org.br onde qualquer pessoa de qualquer lugar tem acesso.
9.    A Santa Missa transmitida pela Rádio Canelinha FM 98,3 aos sábados e domingos e ainda via internet junto à mesma rádio. Chegamos a diversos lugares que antes não se pensava atingir. É uma graça levarmos a Palavra de Deus às pessoas.
10.     A aquisição de bens duráveis nas Comunidades e na Matriz. A Pastoral do Dízimo aqui fez a diferença nas Comunidades e na Matriz além da Pastoral do Dízimo o envolvimento de mais pessoas nas atividades.
Diante disto e tantas outras graças alcançadas convidamos a todos para louvar e agradecer a Deus e ao mesmo tempo nos fortalecer na Fé, na Esperança e na Caridade neste dias tão significativos para nós católicos que começa com o Espírito Natalino. FELIZ NATAL!

Pe. Marcelo Telles
Canelinha, 12 de dezembro de 2012.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Coisas para refletir e rir ao mesmo tempo…


Há certas coisas que faz pensar e ao mesmo se torna cômico.
Estes dias atrás uma catequista chegou perto da Coordenadora e Secretária e disse que não sabia da Inscrição da Catequese e, que nem avisou a sua turma.
Como pode dizer uma coisa desta esta distinta catequista? Pois fora feito Cartazes e colocados nas Escolas, Comércio e Igreja. E, a que ela participa está bem grande no mural da Matriz, como na Secretaria Paroquial ao entrar se enxergava. Além, de ser avisado na Rádio Comunitária. E, avisos paroquiais. Será que esta distinta catequista guarda algo que lhe é falado e ensinado nas reuniões mensais? Com entender uma pessoa assim e, se fosse dito aqui o grau de instrução desta distinta catequista ficaria mais cômico ainda.
Outra pessoa chegou perto da Coordenadora e “soltou o verbo”, porque não foi bem acolhida e uma vergonha não se informa as coisas. Então a Coordenadora disse que estava publicado e, no caso da Comunidade em que ela participaria o Cartaz que fala da Inscrição está pregado pelo lado de fora da Igreja. Isto é, independente de horário de celebração a informação está lá. E, confirmo porque passando na SC 411 e se olhar para a Igreja chama atenção que tem Cartazes pregados na porta da mesma. Então esta senhora teve a coragem de dizer que não participa das celebrações ali e, sim noutra Paróquia.
Bem! A esta senhora e tantos outros assim devemos lembrar que a Catequese da Iniciação Cristã é realizada onde se celebra e vive com os irmãos da fé. Então deveria colocar seu filho/a na Comunidade onde vai participar da missa aos fins de semana. Porque ficará sempre de fora dos assuntos se for a Missa numa e a Catequese noutra. Nunca atenderá ao processo formativo.
E, imagine o pároco desmarcar uma reunião porque uma das lideranças tem um compromisso particular de fim de ano. Diz a liderança: “Bom dia, venho aqui pedir pra você se pode ser possível mudar o dia da reunião com o pessoal (...), eu estava olhando a programação de dezembro se o senhor poderia passar a reunião para outro dia. Dia (da reunião marcada) tenho compromisso com a minha filha na escola...” (tirei data e local, senão ficaria muito à vista). É claro que quando acontece algo que envolve toda a comunidade até se desmarca ou transfere-se para outra data, porém quando mais de que uma pessoa.
Outra disse que não sabia da programação porque não escutava a Rádio Comunitária, porque segundo ela, a rádio é de uma sigla partidária. Ah! Pobreza de alma. Até porque a mesma rádio transmite a Santa Missa, o programa Ave-Maria em que se apresentam os Avisos Paroquiais e não partidários. E, ainda quantas vezes a Rádio se coloca a disposição noutras atividades significativas da fé cristã.
Então diante destas e outras só resta rir e ao mesmo tempo pedir a Deus muita paciência, pois se pessoas que eram para ser esclarecidas e auxiliarem são muitas vezes as que tumultuam só pela graça prosseguir no caminho.
Claro esta cenas aqui trazidas para fazer refletir um pouco da compreensão do que acontece no processo e, como precisamos crescer.
E, ao mesmo tempo ter clareza de que a falta de interesse, de envolver-se e de abrir-se para o outro faz o próprio ser humano ficar isolado e sofrer.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dom João Francisco Salm


Neste dia 24 de novembro deste ano corrente, junto a Igreja Particular de Tubarão, pudemos participar da Ordenação Episcopal do Mons. João Francisco Salm e ao mesmo tempo da tomada de posse da referida Diocese em que exercerá o ministério episcopal.
“Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.” (Pequeno Príncipe)
Muitas pessoas conheceram ou tiveram no processo da vida contato com Dom João Francisco Salm. E, certamente cada um tem algo marcante para contar deste homem de Deus, deste homem simples e ao mesmo tempo autodidata, deste homem sabedor de seus limites e desbravador em abrir possibilidades juntos aos seus irmãos e irmãs.
Quando vi Dom João Francisco Salm sentado na Cátedra recordei-me de uma das orientações que fizera com ele, ainda Reitor e Orientador do Seminário. Dizia-me diante de complexos meus pessoais: “Olhe esta foto eu ainda pequeno lá no interior, no bairro Barro Branco, é o mesmo”.
Toda ordenação toca a gente que tem fé e vive dentro deste mistério divino.
Todavia, esta ordenação episcopal fez enxergar que umas pessoas são muito especiais e, trazem em si algo que precisa ser partilhado com seus semelhantes.
Dom João Francisco Salm tem limitações evidentemente, mas se pode afirmar que tem muito mais qualidades e dons a serem partilhados com seus mais próximos e aos que a ele foram confiados pela graça divina. Com certeza, nestes seus sessenta anos de peregrinação amadureceu e lapidou os dons que o próprio Deus depositou em suas mãos para multiplicar no serviço do Reino.
Deus seja louvado por este dom dentro da Igreja de Cristo Jesus.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos visita.


“Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá” (Lc 1,39).
Neste dia 16 de novembro o Vale do Rio Tijucas, nos municípios de Tijucas, Canelinha, São João Batista, Major Gercino e Nova Trento viverão esta realidade – a Mãe vem visitar seus filhos nesta peregrinação da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
“...quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41).
Queremos com esta manifestação de fé junto à Mãe Aparecida deixar o próprio Espírito do Senhor nos encher de seus dons e frutos para sermos testemunhas vivas do Evangelho no dia a dia. Como Isabel ficou repleta do Espírito Santo, assim todo batizado é convidado a fazer esta mesma experiência quando se une em oração e se abre à ação de Deus na alegria de fazer a vontade de Deus.
“Feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45)
Nesta mística de fé se quer convidar a todos a integrar-se nesta Peregrinação da Mãe que vem ao encontro dos seus. Pois este gesto vem mostrar que Deus nunca se esquece dos seus e é Ele próprio que faz o primeiro movimento de encontro – “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16).
Que estes momentos de celebração da Fé, seja um renovar o interior dos nossos corações no sentido de ter o mesmo sentimento de Cristo Jesus – “amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou...” (música do Padre Zezinho).
Além do que a Mãe de Deus representa para nós no Plano da Salvação, também a simbologia do que significa Nossa Senhora da Conceição Aparecida no contexto brasileiro é marcante diante das realidades de sofrimento, de angústias, de escravidão do ser humano numa sociedade que busca crescer nos valores e no respeito a si próprio e viver na dignidade de cidadão do infinito.
Vivamos este momento com muito entusiasmo, carinho e abertura de alma e com Maria Santíssima possamos louvar a Deus através das suas palavras que se encontra na Sagrada Escritura:
A minha alma engrandece ao Senhor *
47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 pois ele viu a pequenez de sua serva, *
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49 O Poderoso fez por mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor, de geração em geração, *
chega a todos que o respeitam;
51 demonstrou o poder de seu braço, *
dispersou os orgulhosos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e os humildes exaltou;
53 saciou de bens os famintos, *
e despediu, sem nada, os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,
55 como havia prometido aos nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O que posso fazer?


Nas quartas-feiras, geralmente os padres atendem às pessoas que vêem buscar informações ou tentar conseguir alguma exceção relacionada aos Sacramentos da Iniciação da Vida Cristã.
Muitas destas pessoas não frequentam as Celebrações Dominicais, não tem costume de participar da Missa e nem de nenhum tipo de Novena ou Grupo da Igreja, que acontece nas ruas dos bairros. E, no entanto, quando se tornam pais ficam desorientados por que querem batizar o seu filho na Igreja Católica. E, para muitos deles que não tem o hábito de participar como membro da Igreja vem à questão – O que tenho que fazer?
E, quando o secretário diz o que precisa para a realização do Sacramento e, por não terem tais cursos ou vivem um vida “meio enrolada” (juntos, amasiados e outros) apelam para conversar com o padre na certeza de que vão conseguir.
E, quando o padre explica e orienta para que então participem da Catequese de Adulto, quando o caso apresentado é permitido; o padre orienta e diz que não tem como fazer exceção, pois a vida cristã é um processo, uma caminhada, alguns ficam revoltados e usam da afirmativa – “Ah! Por isto que a Igreja perde fiel.”
Chegam para o padre e perguntam o que o padre pode fazer por eles?
Todavia, a pergunta deveria ser ao contrário – O que nós temos que fazer? O que eu como pai ou mãe preciso entender do significado de SER BATIZADO E RECEBER OS DEMAIS SACRAMENTOS DA VIDA CRISTÃ?
Certa vez, Jesus fez a seguinte afirmação para as pessoas que o escutavam: “Por causa da dureza dos vossos corações ele escreveu para vós esse mandamento. Mas desde o princípio da criação ele os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará o seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne.” (Mc 10,5-7)
Então as pessoas em vez de sair dizendo: “É culpa do padre porque meu filho não é batizado, ou não recebeu a Eucaristia ou Crisma!” Devem ser sinceras consigo mesmo e se perguntar – Compreendo o que significa ser CRISTÃO? Membro da Igreja de Cristo?
E se perguntar – Como está o meu processo na Vida de Fé?
Batizar por batizar, não muda nada, pois a criança precisa do testemunho maduro dos pais, familiares e padrinhos.
A fé é um dom de Deus que precisa ser cultivado e cuidado como uma planta que se tem no jardim. A fé isolada morre, não sobrevive por isto ser membro da Igreja de Jesus. Por isto, rezar em comunidade, por isto praticar a caridade aos semelhantes.
Os pais ou responsáveis querem o Sacramento da Iniciação da Vida Cristã para que?
O que entendem por tais sacramentos?
Alguns afirmam – “Ah! padre é tradição...”
Hoje em dia não basta ser tradição, é preciso saber as razões de viver sua fé.
Pois, o filho vai querer saber mais tarde porque foi batizado na Igreja Católica. E, esta resposta não será suficiente para ele querer viver na Igreja – “Ah! Filho é tradição...”
Os seus filhos querem testemunho, vivência, comprometimento.
Outra questão que está por detrás é que muitos não estão preparados para o compromisso de ser Pai ou Mãe. Acabam sendo, por que a moça engravidou, porque “bobearam” enquanto namoravam.
A tradição deixou uma lacuna grande – a falta de convicção, a falta de uma fé madura, com raízes profundas. Já Pedro, o Apóstolo dizia que se fazia necessário se ter razões em crer em Jesus (cf. 1Pe 1,6-9). Também o Paulo de Tarso, fala da importância de se ter conhecimento do que significa viver na graça de batizados em Cristo Jesus (cf. Rm 6,1-7).
João Paulo II chama atenção nos seus documentos – a fé exige um processo de amadurecimento para o crente viver no testemunho esta mesma fé (cf. CATECHESI TRADENDAE, n° 68).

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A morte – certeza de todos…


Se quiseres podes suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte”. (S. Freud)

Sempre em Finados as pessoas na sua maioria param para diante de uma prece relembrar seus antepassados – familiares, amigos, pessoas que fizeram história em algum momento no percurso da vida. Aqueles que têm fé na ressurreição ou outros que professam outro credo buscam nos Templos participar dos ritos religiosos no sentido de confortar seu espírito interior e ao mesmo tempo refletir o que significa a Vida e a Morte.
A morte num bom sentido nos cria um impulso para dar valor à vida.
A questão é se nos tempos de hoje às pessoas realmente param para refletir e conversar sobre a Morte, sobre o sentido de viver ou, ao contrário, fogem destas prosas, pois tem medo de encarar a realidade que questiona o mais profundo de cada ser humano e exige de cada um resposta a altura.
E, assim se iludem com passeios, turismos – por se tornar um feriadão na maioria das vezes – e, nem querem saber de pensar no seu morrer.
Uma mentalidade do aproveitar e gozar o tempo presente; um pensar de que se faz enquanto está vivo e se morrer, paciência; um imediatismo e pragmatismo; uma inércia aos sofrimentos e percas; uma insensibilidade para com o semelhante – “o problema é dele”; e tantas outras atitudes que revelam uma mentalidade que se propaga no cotidiano.
Dentro destas concepções os cristãos são chamados a testemunhar que este dia de Finados é sim um dia para orar pelos entes falecidos, mas também engrandecesse com a percepção de que a alegria eterna é que provoca o querer estar preparado para morrer. E, estar preparado é assumir a realidade humana com abertura para o divino que nos dá este grande presente de desde batizados nos tornamos membros da família de Deus (cf. CIC 1265).
Finados é o dia para o cristão olhar com serenidade e professar sua fé na ressurreição – “Eu sou a ressurreição. Quem crê e mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês isto?” (Jo 11,25-26)
É também um dia para reencontrar ao redor dos túmulos os familiares que há muito tempo não tem visto mais, de reencontrar os amigos que cresceram juntos, de reencontrar alguém que marcou tanto a vida e, por causa, das andanças tinha perdido o contato e, a ausência é forte porque era um grande amigo.
É também um dia para as famílias se aproximarem, se olharem e se fortalecerem. E, se porventura houver alguma mágoa, algo a ser perdoado é um tempo propício para este exercício. Porque outra grande certeza que a morte provoca – O que se leva desta vida? Ou, o que se quer deixar de marca quando a morte chegar?
“Os que tiverem feito o bem (sairão) para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento.” (Jo 5,29)
Tem uma expressão muito bonita na liturgia da Igreja no Prefácio dos defuntos que expressa bem a esperança do cristão perante a morte: “Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível” (cf. CIC 1012).
E, Santa Teresinha do Menino Jesus diz – “Eu não morro, entro na vida”.
Finados seja um dia de oração e reflexão, de quanto andas pelo caminho da vida; seja um dia de prosa para o engrandecimento pessoal e comunitário, para ao se voltar aos afazeres do cotidiano, ter convicções profundas e testemunhar que a morte pode ser chamada como irmã, como dizia São Francisco de Assis, isto é, esta realidade que lança o ser humano a querer viver com maior nobreza e dignidade junto aos seus.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fé e Inteligência


“Eu creio para compreender, e compreendo para melhor crer”. (Santo Agostinho)

Já diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) que o crente deseja aprofundar as razões de sua crença, conhecer para melhor crer (cf. CIC 157, 158). Na Carta aos Efésios, São Paulo escreve: “Que ele ilumine os olhos dos vossos corações, para saberdes qual é a esperança que o seu chamado encerra, qual é a riqueza da glória da sua herança entre os santos e qual é a extraordinária grandeza do seu poder para nós, os que cremos, conforme a ação do seu poder eficaz” (Ef 1,18-19).
Algumas pessoas ficam em dúvida entre Fé e a Inteligência, isto é, se crer então quer dizer que não posso aprofundar o conhecimento em Deus? Então é pecado querer conhecer a Revelação?
Podemos afirmar a partir da Sagrada Escritura (cf. Gl 3,23-29; Rm 6,14-15) e da Tradição – “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça” (Santo Tomás de Aquino) – ou seja, a própria inteligência humana ao investigar a Palavra de Deus com intuito de perceber a manifestação divina, com certeza chegará à graça de afirmar sua crença n’Aquele que tudo é – “Assim dirás aos israelitas: EU SOU me enviou até vós” (Ex 3,14).
Dentro desta visão é proposto que o Ano da Fé seja um tempo em que não só as pessoas participem da Liturgia, como Celebrações da Palavra, Santa Missa e outros encontros de oração; contudo, também busquem grupos de estudo da Palavra de Deus e do Catecismo.
Tem-se que romper uma grande barreira. E, pode-se comparar com aquela questão que se criou relacionada ao Dicionário. Usa-se erroneamente a expressão: “Dicionário é o pai dos burros”. E, com isto cria uma idéia falsa. Pois na verdade o estudioso é que busca o Dicionário para clarear os significados das palavras para ter uma linguagem mais aprimorada e ao mesmo tempo ter o domínio da língua. Assim, também há uma mentalidade de que por que já se freqüentou uma Catequese de Iniciação Cristã já é o suficiente e, muitos cristãos acabam rasos na fé.
Seja um cristão conhecedor das razões de sua fé (cf. 1Pe 3,15), se discipline a leitura da Palavra de Deus e do Catecismo ou de algum escritor no âmbito religioso que reflete e aprofunda os conhecimentos relacionados à fé.
Às vezes se fica admirado por uma pessoa ter domínio num determinado assunto, se afirma que ele é um especialista naquele assunto. O cristão é chamado a também ter conhecimento sobre a fé que professa, mas para isto este mesmo cristão precisa esforçar-se e deparar-se com espaços na sua vida cotidiana da leitura dos textos sagrados e da doutrina da Igreja Católica.
Aproveite este impulso que a Igreja promove.
Como mesmo diz o Concílio Vaticano II, o Espírito Santo é que conduz a Igreja e cabe aos membros estar sensíveis à voz do Espírito que fala aos homens e mulheres abertos à ação divina.