Nas quartas-feiras, geralmente os
padres atendem às pessoas que vêem buscar informações ou tentar conseguir
alguma exceção relacionada aos Sacramentos da Iniciação da Vida Cristã.
Muitas destas pessoas não frequentam
as Celebrações Dominicais, não tem costume de participar da Missa e nem de
nenhum tipo de Novena ou Grupo da Igreja, que acontece nas ruas dos bairros. E,
no entanto, quando se tornam pais ficam desorientados por que querem batizar o
seu filho na Igreja Católica. E, para muitos deles que não tem o hábito de
participar como membro da Igreja vem à questão – O que tenho que fazer?
E, quando o secretário diz o que
precisa para a realização do Sacramento e, por não terem tais cursos ou vivem
um vida “meio enrolada” (juntos, amasiados e outros) apelam para conversar com
o padre na certeza de que vão conseguir.
E, quando o padre explica e orienta
para que então participem da Catequese de Adulto, quando o caso apresentado é
permitido; o padre orienta e diz que não tem como fazer exceção, pois a vida
cristã é um processo, uma caminhada, alguns ficam revoltados e usam da
afirmativa – “Ah! Por isto que a Igreja perde fiel.”
Chegam para o padre e perguntam o que
o padre pode fazer por eles?
Todavia, a pergunta deveria ser ao
contrário – O que nós temos que fazer? O que eu como pai ou mãe preciso
entender do significado de SER BATIZADO E RECEBER OS DEMAIS SACRAMENTOS DA VIDA
CRISTÃ?
Certa vez, Jesus fez a seguinte afirmação
para as pessoas que o escutavam: “Por causa da dureza dos vossos corações ele
escreveu para vós esse mandamento. Mas desde o princípio da criação ele os fez homem e mulher. Por isso o homem
deixará o seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne.” (Mc 10,5-7)
Então as pessoas em vez de sair
dizendo: “É culpa do padre porque meu filho não é batizado, ou não recebeu a
Eucaristia ou Crisma!” Devem ser sinceras consigo mesmo e se perguntar –
Compreendo o que significa ser CRISTÃO? Membro da Igreja de Cristo?
E se perguntar – Como está o meu
processo na Vida de Fé?
Batizar por batizar, não muda nada,
pois a criança precisa do testemunho maduro dos pais, familiares e padrinhos.
A fé é um dom de Deus que precisa ser
cultivado e cuidado como uma planta que se tem no jardim. A fé
isolada morre, não sobrevive por isto ser membro da Igreja de Jesus. Por isto,
rezar em comunidade, por isto praticar a caridade aos semelhantes.
Os pais ou responsáveis querem o
Sacramento da Iniciação da Vida Cristã para que?
O que entendem por tais sacramentos?
Alguns afirmam – “Ah! padre é
tradição...”
Hoje em dia não basta ser tradição, é
preciso saber as razões de viver sua fé.
Pois, o filho vai querer saber mais
tarde porque foi batizado na Igreja Católica. E, esta resposta não será
suficiente para ele querer viver na Igreja – “Ah! Filho é tradição...”
Os seus filhos querem testemunho,
vivência, comprometimento.
Outra questão que está por detrás é
que muitos não estão preparados para o compromisso de ser Pai ou Mãe. Acabam
sendo, por que a moça engravidou, porque “bobearam” enquanto namoravam.
A tradição deixou uma lacuna grande –
a falta de convicção, a falta de uma fé madura, com raízes profundas. Já Pedro,
o Apóstolo dizia que se fazia necessário se ter razões em crer em Jesus (cf.
1Pe 1,6-9). Também o Paulo de Tarso, fala da importância de se ter conhecimento
do que significa viver na graça de batizados em Cristo Jesus (cf. Rm 6,1-7).
João Paulo II chama atenção nos seus
documentos – a fé exige um processo de amadurecimento para o crente viver no
testemunho esta mesma fé (cf. CATECHESI TRADENDAE, n° 68).

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