Um novo ano litúrgico se inicia com este primeiro domingo do Tempo do Advento.
E a Igreja propõe a cada ciclo litúrgico o encontro do discípulo com aquele que é o Senhor, “Aquele Que É” abre sua tenda no meio do seu povo (cf. CNBB, DGAE, n. 37).
A Palavra de Deus já de imediato na liturgia da Missa deste Domingo do Senhor pede aos fiéis a VIGILÂNCIA. E, faz ressaltar que este Espírito Vigilante só o tem quem se deixa tocar pela revelação da Sagrada Palavra que não ilude, mas é clara e precisa nas suas orientações.
Neste sentido o Advento, este tempo de Espera é propício para abrir todos os sentidos na busca de a Palavra de Deus permear todo o ser e ao chegar ao âmago para ali se enraizar e fazer sua morada.
Muitas pessoas nestes próximos dias fazem reformas nas suas casas, desde aqueles que constroem sua primeira casa própria, como aqueles que dão um novo toque, uma nova pintura, aquisição de novos bens e por ai em diante. Muitas pessoas começam a passar pelo comércio e observar as luzes, os presépios, os mais diferenciados pinheiros, os variados utensílios que podem virar presente para alguém – amigos, parentes, filhos, pais, namorado. Muitas pessoas percebem pelo agito das rodovias que chega o fim do ano, pois os fluxos de veículos em determinadas direções como as praias, shoppings, centros históricos das cidades iluminadas, recebem uma maior quantidade de visitantes. Muitas pessoas sabem que algo muda, porque a natureza dá sinais através do cantar dos pássaros, das cigarras a cantar, do calor mais rigoroso, da lua mais brilhosa.
Enfim, existem diversas formas de se perceber um novo ar que se aproxima.
Os cristãos também vivenciam este ar de que algo se anuncia, de que algo se aproxima ao participar das Celebrações Dominicais. Em cada comunidade se acolhe as Velas do Advento e a cada uma acesa se diz que o grande dia se achega para ser vivido com alegria, com ternura, com gratidão, pois é o grande acontecimento da revelação divina que se vive – o Mistério da Encarnação, o nascimento do Deus-Menino.
Que você e eu não deixemos de sentir estes novos ares que se aproximam.
Que o agito do dia a dia não tire de nós cristãos a centralidade do Tempo do Advento – o da Espera, o da Esperança de viver envolvido por este Deus que quer caminhar com os seus e ensinar o caminho da Vida e da Esperança.
Que o mundo não se deixe iludir por uma festividade externa e vazia só de banquetes e troca de presentes, todavia se deixe surpreender pela manifestação daquele que deseja ardente estar conosco todos os dias até os fins dos tempos – o Emanuel, o Deus conosco.
É Tempo do Advento.
É tempo de espera e vigilância.
Que a Palavra de Deus seja a fonte para viver este grande mistério de amor e de gratuidade. Que a Palavra de Deus seja o alimento para nos deixar como sentinelas vigilantes e glorificar por estar acordados diante daquele que se anuncia como o Salvador.
Estes ares se aproximam.
Aproxime-se daquele que é a brisa divina – Cristo Jesus.


Nenhum comentário:
Postar um comentário