Vivemos num mundo em que cada vez mais parece que o relógio fica mais rápido, o tempo parece passar despercebido e surge uma sensação de incapacidade.
Estes dias atrás recebemos uma notícia na mídia que chocou a muitas pessoas e, perceber com a vida humana está realmente entrando no mundo do descartável.
Uma menina infratora é colocada numa cela junto com outros infratores – homens maduros! E, ainda parece que não é o primeiro caso, pois segundo algumas pessoas daquela região, isto era um prática feita por algumas autoridades responsáveis pelo bom andamento da ordem e da lei por ali.
Surge uma pergunta: - Se ela não conseguisse falar, se o pai não conseguisse falar?!
O Delegado ontem disse no seu depoimento que ela não mencionou que era menor de idade. Onde é que estão os documentos, os registros?! Não falam perante o Estado! Já que somos reconhecidos como cidadãos e cidadãs por tais papéis, por tais números.
Com todo respeito à Governadora do Estado do Pará, será que antes já não teriam denunciado outras situações semelhantes.
Agora todos os holofotes voltados para eles e elas e, cada um tentando fazer o melhor discurso, tentando sair como mocinhos e mocinhas do episódio, que geralmente em nosso país vira novela.
Basta buscar pela memória tantos casos que vão e vêem, com as mais diversas versões, com as mais diversas provas e argumentos. Sabemos que faz parte do processo, mas há coisas que estão aos olhos. Precisa agora instaurar um inquérito seja administrativo, seja de qual ordem for para se certificar se tal denúncia é verossímil.
Esta semana também uma Deputada Federal passeando e usando os cofres públicos. Ah! Coitada, esta não soube ter um alguém que a defendesse, não conseguiu ter um documento forjado parecido com verdadeiro. Ah! Isto não acontece, não!
Sempre dizemos que a certos seguimentos quando querem problematizar um campo, geralmente é para deixar o inimigo frágil e achar que assim ele não poderá opor, pois dizem – “está sem moral, você não tem ética”.
Há certas coisas que independente de quem está defendendo, se tem moral ou não, como falara estes dias atrás o Ministro da Saúde: “A Igreja Católica é contra tudo, contra camisinha, contra pílulas, contra métodos artificiais. Ela não tem moral para falar sobre Aborto, se é lícito ou não”!
Argumento falho diria!
Pois é bom frisar que há questões que estão além de comparação, por exemplo – Entre o Direito da Criança (seja feto, embrião, zigoto, como queira chamar) que é um ser independente do querer da mãe, não se pode dizer que a Igreja na sua doutrina não possa defender, só por que na prática têm problemas de ordem moral. Uma coisa não fera a outra.
Diríamos até mais fundo! Podemos aceitar mudanças de hábitos, costumes (querer colocar a camisinha e outros métodos em pé de igualdade do Aborto, é um bom entendido!). Mas não deixar de defender aquilo que é mais primordial para toda a Natureza e a Natureza Humana; isto seria um confronto com aquele que gerou a vida por excelência – o próprio Deus.
Às vezes nos perguntamos e, se a Mãe Terra quisesse abortar todo ser humano que lhe ferisse, que busca só fazer o mal, será que não ficaríamos preocupados. Estamos ferindo ela e com isto nos apresenta conseqüências, mas não necessariamente nos aborta por praticarmos atos contra a vida.
No princípio do Senhor Ministro da Saúde, ele quer dizer que toda pessoa que tenha alguma incapacidade, não seja “perfeito” corre risco de não ter o que nos ensinar. Será???
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