segunda-feira, 2 de julho de 2012

Escravidão

Palavra forte que remonta na memória humana períodos tênues da história da humanidade.
Mas se poderia dizer que o ser humano aprendeu com seus ancestrais ou estará sempre preso a vivê-la?!
Esta é uma das formas de Escravidão.

Quais outras, então?
Há a Escravidão que se pode viver no cotidiano quando o ser humano vende a sua Liberdade.
Entrega a Liberdade para se tornar escravo da matéria, numa modernidade consumista.
Entrega a Liberdade de expressar o que sente para expressar o que os outros querem que diga.
Entrega a Liberdade nas mãos de estranhos e quando se vê tornou-se escravo sem saída.

Escravidão, todavia mais intrigante acredita-se ser aquela em que no se relacionamento com o seu próprio Eu o ser humano torna-se escravo de si mesmo.
A sua interioridade está escrava de desejos que nem consegue ter ciência completa de como o leva a caminhar por caminhos inseguros, improdutivos e imaturos.

Escravidão que pode ser confundida no emaranhado de suas buscas de constituir sua personalidade sadia e madura.
Escravidão que o deixa cego na jornada da vida.
Nem sempre consegue ter clareza de seus atos, de seus desejos e de seu busca.
Pensa que está agindo na Liberdade, pensa estar sendo um ser humano sem ataduras, pensa ser um ser humano que tem o sentido real de si e de tudo que o circunda.

Quanta prepotência!

O ser humano nunca é livre por completo.
Sempre escravo está.
Seu maior desejo é usar da Liberdade.
Esta linha sempre haverá.
Ela é tênue entre a Liberdade e a Escravidão.

A grandeza está em ter ciência e humildade de que se algum momento ou situação se vê escravo, ali então precisa exercer o princípio da Liberdade.
Escravidão o força a decidir, a fazer escolhas.
Escravidão o faz perceber a felicidade.
Escravidão no caminho adverso o faz ser um grande ser humano.

Será que estou disposto a enxergar onde a Escravidão se faz presente dentro de mim?!

Será que quero continuar a me enganar dizendo que sou livre...

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