Hoje começamos a Semana Santa com a celebração de Domingo de Ramos. E, com isto somos convidados a adentrar em Jerusalém com Jesus.
Vivamos com Ele catequeticamente – passo a passo – a Via Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, ao celebrarmos a Sagrada Liturgia em Comunidade de Fé, traduzamos cada rito no nosso cotidiano com os mais caros a nós, isto é, junto aqueles que moram conosco, seja marido, mulher, filhos, avós, nora ou genro, netos ou outros que partilham suas vidas sob o mesmo teto.
Para viver uma Semana Santa mergulhados no Mistério da Redenção sugerimos alguns passos: Primeiramente, leia a partir de Segunda-feira Santa a cada dia até Sábado Santo os textos sagrados do Evangelista João dos capítulos 14 a 17. Ali perceberemos o manifestar do coração de Deus, o pulsa do desejo de querer ter próximo de si todos os seus e, ao mesmo tempo, deixa explícito alguns conselhos que nos ajudam a entender o que significa viver no seu discipulado.
Na Quarta-feira Santa, propomos viver a Cerimônia da Unção dos Enfermos. Em casa busquemos nos abraças, beijar. Isto é, através de um gesto de afeto, de ternura demonstremos o amor para com o semelhante que vive mais próximo de nós.
Na Quinta-feira Santa, dia da Ceia do Senhor em que relembramos o Mandamento do Amor, a Instituição da Eucaristia e o Lava Pés. Convidamos num momento em casa a fazer uma extensão do que celebramos na Igreja. Convide todos os que estão em casa a se colocar na sala de estar ou na cozinha mesmo e tendo uma bacia com água e uma toalha, cada um se põe a lavar os pés do outro até que todos tenham lavados os pés uns dos outros. A dinâmica do amor na atitude da humildade, do se prostrar diante do outro no sentido de esvaziar-se e ao mesmo tempo estar a serviço. A alegria que brota do ir ao encontro do outro, de se abrir ao outro.
Na Sexta-feira Santa, dia na Narração da Paixão do Nosso Senhor Jesus Cristo após o Rito celebrado nas Igrejas no horário previsto pela Sagrada Liturgia coloquemos o Crucifixo que se tem em casa num local de destaque. E, durante aquele dia ao olhar para o Crucificado, lembremos de enxergar no outro que mora conosco a pessoa de Jesus Cristo que clama por aceitação, que clama por perdão, que clama por acolhida, que clama por solidariedade. E, ainda com humildade escrever num bilhete os pedidos de perdão que queremos entregar a Deus e ao mesmo tempo dizer em palavras o pedido de perdão àqueles que moram conosco.
No Sábado Santo, dia da Luz de Deus invadir e romper as trevas. É dia de colocar diante de nós junto àqueles que convidamos para a Ceia da Páscoa uma Vela acessa e pedir que a presença da Ressurreição se faça viva nos gestos da amizade, do entusiasmo, do olhar para o horizonte que desponta todos os dias aos nossos olhos. É dia de vivenciar o Ressuscitado que nos traz o primeiro fruto da vida nova – a Paz. É dia de estar com o coração aberto para o acolhimento sem reservas. É dia de se congratular com votos que brotam do coração que agora restabeleceu a humildade, a singeleza do estar para o outro na generosidade e na doação a partir do compartilhar as esperanças de um dia melhor.
No Domingo da Ressurreição ao sairmos da Celebração possamos testemunhar que vivamos uma Santa e Abençoada Semana não só liturgicamente nas Celebrações Comunitárias, mas vivemos a partir da interioridade do nosso lar com aqueles que fazem acontecer a Igreja Doméstica, que fazem acontecer o Reino no cotidiano.
Vivamos cada passo deste e poderemos ter a certeza que viveremos uma Páscoa mais envolvidos no Mistério da Redenção de nossa humanidade.

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