sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O que esperar deste Natal?



Deus-menino nos fala e neste ano ao celebrar o seu Nascimento, mais uma vez ele vem falar à humanidade. Falar do significado do Amor de Deus pelos seres humanos de boa vontade, sobre o valor da fraternidade e solidariedade, sobre os valores do bem – amor, ternura, perdão, bondade, alegria, enfim, PAZ.

Deus-menino quer nos recordar da importância de agradecer, louvar a Deus por nunca ter esquecido da sua promessa de ser o Deus libertador, o Deus que ama a sua criação e por loucura entrega o seu primogênito em favor de muitos.

Deus-menino quer dar de presente a si mesmo para que todos possam ter a felicidade verdadeira, a felicidade eterna em seus corações.

Deus-menino que se esvazia de si mesmo, deixa sua realeza no intuito de reerguer aqueles que estavam um dia nas trevas a se tornarem Filhos da Luz.

Deus-menino que se torna desprovido de tudo, até mesmo de uma casa, de um berço, para dar à humanidade um lar, uma família divina.

ENTRETANTO, para que o Natal venha a trazer para cada pessoa humana as graças pela celebração do Nascimento do Deus-menino se faz necessário cada um dar a sua contribuição, isto é, a sua participação neste mistério divino.
Existem pessoas que querem viver um santo e feliz Natal, mas continuam sendo as mesmas pessoas indiferentes com seus semelhantes, sendo arrogantes, irreverentes, intransigentes, causando males aos seus e a si própria. Existem pessoas insensíveis ao ponto de achar que os outros é que tem a obrigação de lhes satisfazer, de lhes presentear, de lhes cortejar.
Na realidade o Natal é uma festa que nos ensina que existem duas vias, que existe parceria, que existe comprometimento entre duas partes – divina e humana.
Então cabe a pergunta – o que esperar deste Natal? Deste ano de 2009?
Ou seja, tudo continua a mesma coisa?! Ou há mudanças?!
O novo só pode acontecer quando se está propenso a acreditar, a acolhê-lo e deixá-lo a transmitir o que tem de mensagem. A renovação acontece quando se dá espaço para a graça e não se fica determinando como ela deve acontecer. Aliás, Deus não age quando se quer fazer dele prisioneiro. Ele espera é que o ser humano “aprisione sua liberdade Nele” (Santo Agostinho). Se entregue inteiramente em suas mãos como o barro nas mãos do Oleiro.
O Natal trará algo de novo, de transformador à medida de que for vivenciado, na disposição de cada um buscar o Espírito Natalino do Senhor.
Depende da intensidade que se é buscado.
Alguém já viu ser dado mais de um copo d´água se a pessoa quer beber apenas um copo?! Não se pode forçar. O ser humano até força as situações, mas Deus respeita a liberdade de cada um. Ele quer ser convidado. Ele espera ser acolhido. E quando percebe aceitação então Ele se manifesta por inteiro – “A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante. (...) e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. (Ap 21, 6-7)”.

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